
na História
A Homoafetividade
Por Raquel Barreto
Diferentemente do que muitos afirmam, a homossexualidade existe desde os tempos mais remotos, chegando a ser considerada, em antigas civilizações, como algo comum e isento de qualquer tipo de punição. Teve presença notável na Grécia antiga e em Roma, contudo foi nesta segunda que começou a ser perseguida e se estendeu até a Idade Média chegando aos dias atuais.
Na Grécia ganhou bastante destaque com a prática da pederastia, essa consiste em uma prática pedagógica na qual um homem mais velho chamado de erastes, escolhe um rapaz mais jovem, o eromeno, para educa-lo e introduzi-lo na sociedade, inclusive de forma sexual, tendo em vista que as mulheres nesse período eram vistas como inferiores e só serviam para a procriação e para as tarefas domiciliares. A pederastia fazia parte da realidade comum e era vista como um privilégio dos mais cultos.
Já na cultura Romana a homossexualidade foi tolerada apenas até o comando de Júlio Cesar, ainda que não possuísse qualquer valor social. Foi com a crescente disseminação do cristianismo em Roma que ela passou a ser considerada imprópria e passiva de punição por Justiniano. A expansão do Império Romano uniu as culturas gregas e romanas, e mesmo na Grécia, a pederastia sofreu mudanças, não sendo considerada mais tão bem aceita e passando a ser permitida apenas entre romanos e escravos.
Na Idade Média assume o título de homossexualismo por ser considerada anormal vindo a ser tratada como uma doença pela Igreja Católica e pelas religiões que veem o sexo com função meramente reprodutiva. Conquanto, ganha bastante proporção nos mosteiros e nos acampamentos militares por confinarem pessoas do mesmo sexo durante muito tempo. É bastante perseguido e chega-se a falar em uma cura, o que mantêm os homossexuais no anonimato durante décadas.
Apesar das mudanças drásticas que ocorreram durante o passar do tempo, os homossexuais sofrem constantemente diversos tipos de violência, desde o holocausto nazista que matou em torno de 5 a 15 mil homossexuais, até o preconceito e a violência diária das ruas, ainda que com o desenvolver da história eles venham ganhando mais apoio e liberdade de expressão, chegando a conquistar direitos como:
a união estável, a representatividade frente a bancada nacional, Conferências LGBT,
o Dia do Orgulho Gay, a famosa Parada Gay de São Paulo e em alguns países,
tendo como exemplo o Brasil, o casamento.
Raquel Barreto é advogada e escreveu esta tese sobre homossexualidade e direito.